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06.08 - 12h45min
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Seleção supera Itália e garante Grand Prix de vôlei

A seleção brasileira feminina de vôlei venceu a Itália na final do Grand Prix na manhã deste domingo (6). A equipe do treinador José Roberto Guimarães virou o placar duas vezes e fechou a partida por 3 sets a 2, com parciais 26/24, 17/25, 25/22, 22/25 e 15/8. Essa é a 12ª vez que as brasileiras conquistam o título.

Durante a partida, o paredão da italiana Paola Egonu, de apenas 18 anos, foi o maior problema para as meninas do Brasil. Para contornar a situação, o Brasil mudou de estratégia e deixou de sacar em Monica De Gennaro, que constantemente optava pelo passe em Egonu.

No segundo set, Egonu começou novamente sendo muito utilizada no ataque italiano. Desta vez, porém, a promessa de 18 anos tinha um apoio na dor de cabeça dada à seleção brasileira: Cristina Chirichella. A meio-de-rede era constantemente procurada nas jogadas ofensivas e foi peça fundamental na tranquila vitória italiana por 25 a 17.

Depois de um segundo set abaixo, o Brasil começou o terceiro apresentando problemas na recepção. Com três pontos atrás no placar, Zé Roberto optou por colocar Rosa Maria em quadra para tentar corrigir o problema. A mudança, no entanto, pouco efeito surtiu e a seleção brasileira seguia sofrendo diante do forte jogo tático italiano – as rivais das brasileiras abriram 18 a 10 depois de uma sequência de oito pontos em nove.

Aos poucos, o Brasil foi conseguindo voltar para a partida. As italianas passaram a errar mais do que haviam efeito até então. Quando Rosa Maria foi para o saque, uma sequência de dois pontos reduziu a vantagem italiana para somente um ponto. E a virada veio de um jeito emblemático: uma sequência de bloqueios sobre Egonu.

O Brasil iniciou o quarto set, mais uma vez, apresentando problemas. Logo de cara, as italianas abriram cinco pontos de vantagem. No saque de Chirichella, a situação foi ficando pior e a Itália chegou a fazer 19 a 12 na parcial.

Na parte final do set, a orientação de Zé Roberto era clara: obrigar a levantadora Malinov a procurar jogo em Egonu. Apesar do desempenho de destaque na partida, a jogadora de 18 anos começava a errar mais do que o normal e sentir a pressão de jogar uma final. A tática, porém, pouco teve resultado, com Malinov conseguindo facilmente trabalhar as jogadas com as centrais italianas. No fim, vitória da Itália por 25 a 22.

Diferentemente do que ocorrera nos dois sets anterior, o Brasil começou à frente no desempate. Com um erro de Paola Egonu, as comandadas de Zé Roberto abriram três pontos de vantagem para a Itália.

O início ruim desestabilizou as italianas. O forte bloqueio já não incomodava como antes, e a vantagem brasileira só aumentava. Com seis pontos de vantagem, coube a Zé Roberto pedir calma às jogadoras durante o tempo técnico. E a orientação foi seguida à risca na parte final do tie-break. O time italiano se mostrava inseguro, enquanto o Brasil controlava a vantagem até fechar em 15 a 8.

O título coroa uma nova geração da seleção brasileira. Para o Grand Prix, apenas três campeãs olímpicas foram convocadas: Adenízia, Tandara e Natália. Zé Roberto não pôde contar com Gabi e Thaísa, machucadas, e Dani Lins, grávida. Outro desfalque foi Fernanda Garay, que pediu dispensa da competição.

                                                                                                                                                                                             Colaboração 
UOL Esporte


Fonte: Paraná Portal 

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