POLICIAL
16.06 - 13h43min
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Sob forte aparato, 227 presos da cadeia de Umuarama são levados para exame de tuberculose

 

Umuarama - 
A manhã desta sexta-feira (16) foi de grande mobilização na cadeia de Umuarama e arredores. Após a suspeita de que detentos estariam com tuberculose, policiais civis, da Rotam e do Grupo de Intervenção do Depen (SOE) de Maringá montaram um forte esquema de segurança para conduzir os detentos para os exames.

A Guarda Municipal também participou interditando um trecho da avenida Estação, que fica nos fundos da delegacia. Para agilizar a baldeação dos presos, está sendo utilizada a saída ao lado do Instituto Médico Legal, que fica a poucos metros do Cisa (Consórcio Intermunicipal de Saúde), onde acontecem os exames.

A cada poucos minutos um micro-ônibus do Cisa conduz os detentos da cadeia para a sede do consórcio. Lá eles passam por raio-x do tórax, que serve para auxiliar no diagnóstico.


Ao todo, 227 presos passarão pelo exame ao longo do dia, entre eles 27 mulheres. Além deles, os funcionários que trabalham na carceragem também serão submetidos ao raio-x, por terem contato direto com os detidos.

O cuidado é necessário devido à gravidade da tuberculose, uma doença infectocontagiosa, causada por bactéria. A transmissão acontece de forma direta, de pessoa para pessoa, através de saliva – durante a fala, espirros e tosse, por exemplo. A aglomeração de pessoas é o principal fator de transmissão. E este é justamente o cenário encontrado na cadeia de Umuarama, que tem capacidade para abrigar 74 detentos, mas atualmente está com 227.

A má alimentação, falta de higiene, tabagismo, alcoolismo ou qualquer outro fator que gere baixa resistência orgânica, também favorecem o estabelecimento da tuberculose. Alguns destes aspectos são comuns dentro de uma carceragem.


Segurança
Apesar do curto trajeto até a o Cisa (cerca de 30 metros), o aparato de segurança se justifica pela periculosidade de muitos dos detentos e para evitar qualquer tentativa de arrebatamento dos presos.

Policiais estão espalhados por toda a região, atentos a qualquer pessoa ou veículo suspeito que possa estar circulando na intenção de auxiliar em uma fuga.

Os agentes utilizam armas de grosso calibre, como fuzis, e escoltam o micro-ônibus a todo momento. Ainda não há horário para concluir o trabalho.


Suspeita da doença

Geraldo Andrade, chefe de cadeia pública da região administrativa de Umuarama, informa que ainda não há confirmação da doença na carceragem. O pedido para a realização dos exames aconteceu há cerca de dois meses, após uma suspeita de tuberculose. "Houve suspeita e, seguindo o protocolo do Ministério da Saúde, todos os detentos estão passando por exames de raio-x", explica Andrade.

O chefe da cadeia esclarece que inicialmente não há motivos para que familiares e visitantes que estiveram na carceragem nas últimas semanas fiquem alarmados.


Fonte: Obemdito
Fotos: Giovane Ropelli

 

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